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21ª ARP: Igreja no Maranhão visa um novo plano pastoral à luz da sinodalidade



Com uma oração ao raiar do dia, a Igreja no Maranhão iniciou seu segundo dia da 21ª Assembleia Regional de Pastoral do Regional Nordeste 5 da CNBB. A principal temática do dia foi o plano pastoral do Regional Nordeste 5, a partir de uma visão da sinodalidade, com assessoria de padre Geraldo Luiz De Mori, jesuíta do Espírito Santo, reitor da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte, Minas Gerais.


Após o café da manhã, os participantes acompanharam a apresentação de padre Jadson Borba, da Arquidiocese de São Luís do Maranhão, com a síntese das escutas sinodais nas dioceses. Após a apresentação, os participantes puderam falar seu ponto de vista acerca do processo de escuta vivenciado em suas dioceses.



Escutas Sinodais

Convocados por Papa Francisco a percorrer o caminho rumo ao Sínodo (outubro 2024), toda a Igreja do Maranhão realizou diversas escutas, as escutas sinodais, em visão da sinodalidade. Por sua vez, sinodalidade é o esforço coletivo e a busca contínua da Igreja aprender a “caminhar juntos”.


Segundo Paulo Vitor, secretário diocesano de Caxias, “a questão da escuta é importante e deve ser constante na vida da Igreja”.


Já dom Rubival Britto, bispo de Grajaú, enfatizou que o Sínodo em sua diocese foi vivenciado com intensidade. “Vivenciamos com intensidade em Grajaú, e esse processo passou a despertar a retomada do pensar nos territórios. Crescemos e devemos rever estruturas de pastorais, pensando em um processo de conversão, além de rever os territórios de nossas dioceses pensando em novas dioceses”. E alertou ainda: “Não devemos ser bispos feudais, mas servidores de Jesus. Conversão se faz na iniciação da vida cristã, sem catequese a Igreja está morta”.


Martha Bispo, secretária executiva do regional, explicou que a síntese foi feita a partir do plano pastoral, ressaltou que foi pontuado algumas falhas, mas que valia a pena destacar que os conselhos paroquiais e diocesanos cresceram no regional, fortalecendo e criando comunidades eclesiais, com uma formação mais ligada à catequese, fé e política. “Sentimos falta do cuidado com a nossa casa comum. Temos um trabalho realizado no regional, mas as nossas pastorais sociais precisam ser mais fortalecidas, não houve menção em nossas sínteses. E na questão da comunhão e liturgia, vimos que precisamos crescer a partir de nosso povo e de nossa realidade”, afirmou Martha Bispo.


Plano Pastoral

Padre Geraldo de Mori, assessor deste segundo dia, abordou a temática da sinodalidade, tema principal da 21ª Assembleia, e trouxe as prioridades apontadas no plano pastoral do Nordeste 5 de 2019-2022. “A Igreja precisa saber dialogar, por isso deve alargar a tenda”, afirmou padre Geraldo.


Padre Geraldo levantou questões para a Igreja no Maranhão pensar as suas prioridades para os próximos anos. “É necessário revisar os últimos anos e indicar o caminho para os anos seguintes. Pensar em estratégias de crescimento pastoral visando aperfeiçoamento das forças e oportunidades internas e externas; estratégias de enfrentamento, utilizando os pontos fortes, desenvolvimento e de sobrevivência na Igreja no Maranhão”, disse.


Os participantes foram divididos em nove grupos de trabalho para pensar em como avançar na ação evangelizadora do Regional Nordeste 5, a partir do objetivo e prioridades (plano pastoral 2019-2023) do regional em espírito de sinodalidade.



As discussões dos nove grupos constarão na síntese final do texto da assembleia que vai ser pontuado na manhã do domingo (02/07). Entretanto, conforme relataram, a maioria dos grupos tensiona a continuidade das prioridades pontuadas no plano pastoral em vigor.


Nesse sentido, mais uma vez foi destacado o cuidado com a juventude. “Sem juventude não há Igreja”, disse padre Geraldo. Com a ressalva de que há a necessidade de pensar em estratégias para alcançar os jovens, seja nas escolas, nas redes sociais, ou nas universidades.


A Carta

Uma caminhada luminosa que recordou os mártires do Regional Nordeste 5 marcou o início da Santa Missa, presidida por dom Sebastião Duarte, bispo de Caxias do Maranhão, concelebrada por dom Sebastião Bandeira, bispo de Coroatá, e dom Valdeci Mendes, bispo de Brejo, e demais bispos do regional. A programação deste segundo dia encerrou com a exibição do filme A Carta.





Por Ariana Frós, comunicação CNBB-MA. Fotos: Ariana Frós e Virgínia Diniz.



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