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Irmã Dorothy Stang: Esperança Viva na Amazônia

  • Secom
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

   21 anos de martírio de Irmã Dorothy Stang: Esperança Viva na Amazônia.


"Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor, numa terra onde possam viver e produzir com dignidade." (Irmã Dorothy Stang)

 

Irmã Dorothy Stang, foi brutalmente assinada no dia 12 de fevereiro, de 2005, em uma estrada de terra, de difícil acesso, perto de sua casa no PDS Esperança, em Anapu (PA), este ano completa 21 anos de sua morte. A luta continua viva com fé e esperança, Dorothy Stang, missionária estadunidense da Congregação das Irmãs de Notre Dame, naturalizada brasileira, tornou-se conhecida por atuar junto aos trabalhadores e trabalhadoras da Amazônia, principalmente, na região da Transamazônica.


Irmã Dorothy Stang, chegou ao Brasil, em 1966, na cidade de Coroatá, no Maranhão, iniciou sua missão de evangelização, junto às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e formação para lideranças comunitárias para atuarem em suas comunidades.


Sua trajetória continua na década de 1982 na Prelazia do Xingu, atual diocese Xingu-Altamira, precisamente na região de Anapu. Esta região, desde da década de 1970, com a abertura da Transamazônica, foi e continua sendo um espaço de disputa, trabalhadores vindos do Nordeste, principalmente do Maranhão, em busca de uma vida melhor, e quando chegam aqui, na região Oeste do Pará, encontram grileiros, madeiros e fazendeiros que foram apossando-se destas terras, às vezes sem documentos. E, estes trabalhadores, tinham que lutar para conquistar um pedaço de terra, muitos foram assassinados por pistoleiros a mando dos fazendeiros. Com a chegada de Irmã Dorothy, ela traz consigo esperança, dignidade, direitos sociais a estes trabalhadores e trabalhadoras.


Segundo os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) Regional Norte 2, Anapu, local onde Irmã Dorothy Stang foi assassinada, segue sendo recordista em impunidade, mortes e conflitos por terra.


A impunidade no Pará, infelizmente, não é surpreendente, temos casos de trabalhadores que foram assassinados, ao qual os mandantes e os pistoleiros, nunca foram julgados, e continuam foragidos ou estão respondendo em liberdade. Ultimamente, muitos conflitos estão surgindo, relacionados ao agronegócio, e tem crescido devido a expulsão de trabalhadores de suas terras para dar lugar a pastagem para criação de bovinos e mineração ilegal.


Irmã Dorothy, sempre defendeu a reforma agrária, onde cada trabalhador e trabalhadora tivesse um pedaço de terra para sua subsistência; que a agroecologia fosse colocada em prática; e trabalhadores produzissem sem o uso de agrotóxicos.


 Sua luta segue firme e muito presente na vida de homens e mulheres que acreditam e lutam por justiça social.


Dorothy, Presente!


Texto de Vanalda Gomes Araújo. Pedagoga, Filósofa e História; Professora, Pesquisadora e Ativista dos Direitos Humanos; Especialista em História Afro-brasileira, Gestão Escolar e Educação do Campo e Agricultura Familiar; Mestra em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia.

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