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Um novo normal e as novas possibilidades!

Atualizado: Jun 27


Dom Vilsom Basso, SCJ

Bispo de Imperatriz-MA


São vários os sentimentos que podem surgir frente a esta pandemia: medo, esperança, tempo de duras dificuldades, de possibilidades. Que pessoas vão emergir desta realidade? Que juventudes? Que lideranças? E os pobres, aumentarão? Como falar de sonhos, de projeto de vida, de futuro, se a vida está por um fio, por um respirador, por um pouquinho de oxigênio?


Com as igrejas, salas de catequese e reunião fechadas, meses de distanciamento social, como manter o sangue pastoral, missionário e solidário circulando nas veias de nossas comunidades?


Como manter o sangue pastoral, missionário e solidário circulando nas veias de nossas comunidades?

Os jovens da PJ no Maranhão criaram pequenas comunidades virtuais, para cuidar das lideranças regionais, diocesanas, paroquiais e de grupos. A Pastoral Juvenil, com o Instagram, procura animar e cuidar das lideranças das diversas expressões juvenis.


Sim, redescobrimos a força e as possibilidades das redes sociais.


Dom Armando, bispo de Bacabal, partilhou como acompanha os padres, as pastorais, a formação, pelas reuniões virtuais. Para todos nós, um caminho a ser aprendido e colocado em prática.


Nós, na Diocese de Imperatriz, vivemos belos momentos de comunhão com duas Vigílias Diocesanas: Pentecostes e Corpus Christi. Foram mais de 150 Lives, ao mesmo tempo, passo importante para continuarmos caminhando.


Que espiritualidade emergirá da vivência neste deserto, pelo distanciamento social, pela constatação diária da fragilidade da vida?


Estaria esta pandemia pedindo mais simplicidade e radicalidade, “a carne da junta de bois, assada com a madeira da canga e do arado, e partilhada com os amigos, e então segui-Lo”, a exemplo de Eliseu? (cf.1Rs 19,19-21). Será um clamor para que vivamos com o mínimo, o estritamente necessário, uma frugalidade feliz, “comendo gafanhotos e mel silvestre”, a exemplo de João Batista? (cf.Mt 3,4).


Será que as Lives estariam apontando por um caminho mais simples e despojado de celebrar, sem tantos ornamentos, vestes, adereços? É urgente dar mais centralidade ao Mistério, ao Silêncio, à intimidade, ressaltando a nossa fragilidade, expressa magnificamente no grito silencioso de Papa Francisco, “sozinho” na Praça de São Pedro: “É tua face que eu busco, Senhor.” (Sl105,4).


E a solidariedade como caminho de consciência e de cidadania. Onde gestos falarão mais alto que belos discursos, e de um despertar maior para o cuidado da Casa Comum. “É tempo de cuidar”, nos lembra a campanha da Igreja Católica no Brasil.


Nestes tempos, o cuidado com os doentes, idosos, sofredores, empobrecidos, em depressão, com fome de arroz e de atenção, será ainda mais decisivo. Ter tempo para escutar, acompanhar, confortar. Ter tempo. Um novo caminho para assessores, coordenadores, responsáveis por comunidades e grupos.


E a profecia acabou? O grito simbolizado no Black Lives Matter, o colocar-se ao lado dos pequenos: vidas indígenas, quilombolas, de jovens, de ribeirinhos e lavradores... importam, nos mostra que a profecia está viva, é necessária e atual. “A vida em primeiro lugar.

(cf. Jo 10,10).


A pandemia chegou, não sabemos quando vai embora, ou se ela vai embora. E, por isso, nos perguntamos: Como viver este novo normal de desafios e possibilidades?

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