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Os desafios da transferência dos padres na Diocese

  • Secom
  • 15 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Dom Evaldo Carvalho, CM

Bispo da Diocese de Viana (MA)


A relação entre padres, paróquias e o bispo é marcada por desafios e controvérsias que refletem a complexidade da vida pastoral nas dioceses. Em tempos recentes, observa-se uma tensão crescente sobre o processo de escolha e transferência de párocos, envolvendo expectativas tanto dos sacerdotes quanto das comunidades paroquiais.


Na estrutura da Igreja Católica, o bispo é o responsável por designar padres para as diversas paróquias de sua diocese. Essa prerrogativa não é apenas administrativa, mas fundamenta-se no entendimento de que o padre, ao ser ordenado, compromete-se com o serviço à Igreja particular (diocese) como um todo, e não a uma paróquia específica. Portanto, tanto padres quanto paróquias devem estar abertos à missão e à comunhão eclesial, superando preferências pessoais.


Tem-se observado situações em que paróquias desejam escolher quem será seu pároco, enquanto padres também manifestam preferência por determinadas comunidades. No entanto, essa escolha não é possível dentro da organização eclesiástica. O padre é ordenado para servir à diocese inteira, e qualquer paróquia pode ser confiada a ele. Da mesma forma, os fiéis devem acolher o sacerdote enviado, independentemente de suas características pessoais.


O padre que não foi destinado à paróquia desejada pode aceitar o desafio de transformá-la em um lugar melhor, enquanto a paróquia pode aprender a trabalhar e conviver com o novo pároco, desenvolvendo uma relação de respeito e colaboração.

A transferência de padres pode gerar desconfortos iniciais, tanto para o sacerdote quanto para a comunidade. O padre que não foi destinado à paróquia desejada pode aceitar o desafio de transformá-la em um lugar melhor, enquanto a paróquia pode aprender a trabalhar e conviver com o novo pároco, desenvolvendo uma relação de respeito e colaboração. Em muitos casos, essa convivência leva à valorização mútua e ao crescimento espiritual de ambos os lados.


Em alguns cenários, a adaptação é tão bem-sucedida que tanto o padre quanto a paróquia resistem à ideia de transferência. Por outro lado, pode ocorrer a falta de adaptação, levando ao pedido de saída antecipada por parte do sacerdote ou da comunidade. Essas situações exigem discernimento e cuidado pastoral por parte do bispo e seus conselheiros, que devem buscar sempre o bem maior da Igreja.


Existem padres que nunca se sentem satisfeitos em nenhuma paróquia, sempre buscando transferências e apontando defeitos. O oposto também acontece: comunidades que nunca estão felizes com o pároco designado, independentemente de quem seja. Nessas circunstâncias, surge a reflexão: o problema está no padre ou na paróquia? Essa pergunta é fundamental para promover autocrítica e crescimento espiritual.


As controvérsias fazem parte da vida da Igreja, mas devem ser enfrentadas com discernimento, visando o bem comum e a missão evangelizadora.

As transferências de párocos geram diferentes reações: há comunidades que ficam tristes com a saída de seu pároco, enquanto outras chegam a comemorar. Essas manifestações evidenciam a diversidade de experiências e expectativas presentes na dinâmica paroquial.


A gestão pastoral exige sabedoria e equilíbrio por parte do bispo e seu conselho presbiteral. É preciso considerar as necessidades da diocese, o perfil dos padres e as expectativas das paróquias, promovendo sempre o diálogo e o espírito de serviço. As controvérsias fazem parte da vida da Igreja, mas devem ser enfrentadas com discernimento, visando o bem comum e a missão evangelizadora.



4 comentários


alvessandra899
17 de dez. de 2025

Esquecem de dizer q há vomoeticao entre Sacerdotes por desejar estar em determinada Paroquia como desafio, chega a ter uso de artimanhas p impedir q um seja designado para a,Comunidade onde mts querem estar. É vergonhoso, é como se fosse uba empresa, onde vake tudo p ter o Cargo do outro. Ainda estamos nis recuperando de uma Armadilha q tramaram contra nosso Pároco recém chegado e q ja amávamos, pous o anterior nao foi mt brm aceito, superar de mts o aprovarem. Mas este q veio é una pessoa incrível. Mas inventaram q ele nso guardou segredo de uma Confissão e falou p outras pessoas. A confessante denunciou, e virou um inferno, ela se juntou com outros q …

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adtec52
17 de dez. de 2025

Realmente estão acontecendo estes fatos dentro das nossas, igrejas, católica, o que eu acho lamentável e rogo a Deus, para que uma mudança geral aconteça o mais rápido possível em defesa dos filhos de Deus, que nos dias de hoje, estão desorientados a procura de um pastor, tipo determinado por Jesus Cristo, porque estão perdidos sofrendo na escuridão.

Lembro de um padre que trabalhou muitos anos de sua vida no Brasil,

Conversando com ele certo dia, em um assunto semelhante ele me disse que a igreja é como um hospital que deve estar sempre preparado para salvar um irmão, através do acolhimento e da palavra de Deus.

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candidolaurogarcia
17 de dez. de 2025

Nesse assunto ninguém melhor que Dom Geremias Steinmetz, arcebispo de Londrina PR.

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Essa explicação é aceitável dentro das regras e organizações eclesiásticas, é compreensível. No entanto, alguns sacerdotes têm sua vocação e atuação marcadas por especificidades locais e absolutamente inseridas em determinadas comunidades; as autoridades sabem melhor explicar isso. Casos de padre Marcelo Rossi, Padre Rozalino, da Dom Bosco, alguns capelães, etc. ,que não são transferidos por questões óbvias...

O que causa estranheza e chega a indignação quando se transfere e censura Padre Júlio Lancellotti, cujo trabalho não será substituído por outro vocacionado, só contrário, será prejudicado seriamente. Não há na diocese algum que tenha iniciado, seja resiliente só tipo de atendimento e pastoral que se insere o Padre Júlio Lancellotti.

INDIGNAÇÃO E DECEPÇÃO NAS COMUNIDADES PASTORAIS DA NOSSA IGREJA CATÓLICA.

o…

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