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Os principais desafios e a opinião pública frente às mudanças climáticas na Cop28



Por Eanes Silva, jornalista, Rádio Boa Notícia - Diocese de Balsas (MA)


A 28ª edição da Conferência das Partes (COP28), principal evento da agenda global sobre o clima, que acontecerá em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, de 30 de novembro a 12 de dezembro de 2023, está se aproximando, e com ela, os grandes desafios sobre as Mudanças Climáticas, divergindo a opinião pública no Brasil e no mundo.


O evento reunirá ambientalistas e chefes de Estado de mais de 100 países para discutir sobre o clima e decisões ligadas à sustentabilidade. De acordo com Eugênio Pantoja, diretor de políticas públicas e desenvolvimento territorial do IPMA – Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia, os grandes desafios da COP28 serão inserir no debate a “inclusão social, a inovação e tecnologia, o financiamento climático e a economia”.


Eugênio Pantoja, diretor de políticas públicas e desenvolvimento territorial do IPMA – Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia.

INCLUSÃO SOCIAL: A inserção de comunidades que estão na linha de frente no combate às mudanças do clima no processo de governança (decisório) e sobretudo, no processo de inclusão de alternativas econômicas.


INOVAÇÃO E TECNOLOGIA: Novas alternativas energéticas globais sobre como os países podem desenvolver suas tecnologias com performance de redução de emissão de gás de efeito estufa, com uma perspectiva de mudanças de matriz energética e matriz de combustíveis nos processos industriais.


FINANCIAMENTO CLIMÁTICO: Como colocar em prática de forma efetiva os instrumentos econômicos que já foram criados no âmbito do acordo Global da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCC), e, sobretudo, como se efetiva esses instrumentos econômicos para financiar essa transição climática necessária.


Por fim, Eugênio Pantoja, destaca ainda que “mais uma vez temos a oportunidade de reinserir o Brasil como protagonista no debate global de clima e desenvolvimento econômico, levando em conta os desafios locais como reestruturação da base de desenvolvimento econômico para uma matriz energética e de combustível que sejam eficientes em termos de redução de emissões, além da redução do desmatamento, e o processo de industrialização, e desenvolvimento econômico”.


Mais uma vez temos a oportunidade de reinserir o Brasil como protagonista no debate global de clima e desenvolvimento econômico

A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, precisa ser salva para frear as alterações climáticas. Essa é a principal discussão do Brasil, e é urgente o incremento de inovações tecnológicas relacionadas ao desenvolvimento de novas economias para o setor florestal, para biodiversidades e para a bioeconomia. E, assim, reestruturar alternativas econômicas e reduzir o desmatamento no País. Levando em consideração o olhar do Governo Federal, que coloca na mesa de discursão elementos relacionados à redução das desigualdades sociais e econômicas, e o combate à pobreza, e sobre como isso pode ser ajustado no âmbito de uma conferência de clima.




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