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Invasões de terra e mortes marcam violência contra povo indígena

Por: Célia Lindoso | Jornalista | Santuário de Nazaré



A Campanha da Fraternidade deste ano, lançada pelo Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), traz reflexão sobre o cuidado e compromisso com a vida do próximo, principalmente os mais necessitados e vulneráveis da nossa sociedade. Dessa forma, tem chamado a atenção da sociedade aos irmãos desempregados, sem moradia, sem saúde, aos jovens, vítimas de violências e drogas, ao grande número de feminicídios, entre tantos outros. Mas neste mês, destaco a atenção à violência sofrida pelos povos indígenas no Brasil, que vai de invasões às terras indígenas, assassinatos e tantas outras formas de atentados à vida dos povos indígenas no país.


Informações divulgadas trazem registros desse quadro de violência. Entre elas está a de que o número de assassinatos de indígenas cresceu em 20% no Brasil em 2018, segundo o Relatório do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) divulgado no ano passado. De acordo com o documento, foram registrados 135 casos de homicídios contra indígenas; 25 a mais do que no ano anterior.


O CIMI apontou também que, de janeiro a setembro de 2019, houve um aumento de invasões e explorações ilegais de terras indígenas, com dados preliminares de 160 casos de invasão em 19 estados. Antes do fim do ano, o aumento já era 40% superior ao número de 2018, que era de 111 invasões registradas.


Maranhão


No Maranhão, ainda de acordo com o CIMI, entre 2006 e 2019, 44 casos de invasão de terras foram registrados em terras indígenas, onde ocorreram assassinatos de indígenas do povo Guajajaras. O ano de 2019 foi apontado como o quarto a registrar mais assassinatos de Guajajaras.


Esses dados mostram que os povos indígenas no Brasil continuam a sofrer violências, privações, ameaças e mortes. O governo tem falhado em garantir a segurança. Além disso, direitos constitucionais desses povos têm sido violados.


Considerando que as decisões tomadas pelos governantes sobre questões ruralistas tem reflexos diretos em quem vive da terra, deve-se observar em quem é depositado nosso voto e cobrar deles implementação de ações que venham assegurar os direitos dos povos indígenas e demais populações rurais tradicionais. Assim como, denunciar ações que estimulem o aumento do desmatamento, as invasões e violências, que tem tirado vidas de centenas de irmãos e irmãs indígenas em todo o território brasileiro.

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