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Em Assembleia, Cimi-MA reafirma compromisso com a luta na defesa da vida e dos territórios indígenas

A 43º Assembleia contou com a presença do secretário executivo do Cimi, de missionários do Cimi – Regional Maranhão de lideranças indígenas e de aliados da causa indígena



“Borduna será sempre borduna, assim como indígena sempre será quem a carrega”, afirma um trecho do documento final da 43ª Assembleia do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) – Regional Maranhão, que aconteceu entre os dias 21 e 23 de outubro, na Casa de Retiro Oásis, em São Luís (MA).


A Assembleia, que contou com a presença de missionários do Cimi – Regional Maranhão, de lideranças indígenas dos povos Anapuru Muypurá, Akroá Gamella, Ka’apor, Memortumré-Canela e Tremembé de Engenho e da Raposa, de representantes do Conselho Pastoral de Pescadores (CPP) e outros aliados da causa indígena e das comunidades tradicionais, teve como tema “Cimi 50 anos: memória, resistência e caminhada no chão do Maranhão”.


O encontro foi iluminado pelas palavras de Dom Pedro Casaldáliga, quando diz que “ter esperança é um ato de rebeldia”. Na ocasião, o momento foi dividido em três blocos que trataram sobre a memória, a conjuntura, a resistência, a caminhada e a utopia.


“A importância da Assembleia Regional, sobretudo está no contexto de 50 anos de Cimi, se dá de forma bastante rica, no sentido de que, juntos, Cimi e povos indígenas, discutimos ações diante de uma conjuntura bem mais detida, porque examinamos a situação dos territórios e um povo pode ajudar a outro povo a pensar estratégias para o seu território”, afirmou Rosana Diniz, da coordenação colegiada do Cimi-MA.


No primeiro bloco, a memória foi feita a partir da mística inicial que trouxe elementos da caminhada apresentados pelos missionários do Cimi – Regional Maranhão, como a mochila, as camisas, o caderno de campo e outros adereços que compõem o dia a dia do missionário. “Essa camisa da causa indígena é símbolo do compromisso dos 50 anos do Cimi com os povos indígenas”, afirmou Madalena Borges, da coordenação colegiada do Cimi – Regional Maranhão.


Na oportunidade, as lideranças indígenas presentes apresentaram, também, elementos que fazem parte da sua caminhada junto ao Cimi – Regional Maranhão e da luta pelos seus direitos. Tünycwyj Tremembé destacou, nesse sentido, a acolhida aos povos indígenas feita pelos missionários do Cimi – Regional Maranhão. “Eu tenho orgulho do Cimi e em todo os lugares eu defendo o Cimi”, afirmou.


50 anos do Cimi

As atividades do segundo dia foram finalizadas com a celebração dos 50 anos do Cimi. De acordo com Madalena Borges, celebrar os 50 anos do Cimi é rememorar a trajetória de luta e teimosia a serviço do reino de Deus e do projeto de vida dos povos indígenas.


“O Cimi – Regional Maranhão segue desafiado pela conjuntura e os projetos de morte do estado que são contra os direitos dos povos indígenas, mas também seguimos animados pela mística militante, com a força da resistência dos povos e de suas espiritualidades, combatendo o bom combate”, afirmou acerca dos 50 anos de Cimi.


O último dia, da caminhada e da utopia teve início com o resgate das ações dos dias anteriores, momento em que as lideranças indígenas relataram a situação com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos territórios: o atraso na realização da visita às suas casas, mesmo com recenseadores presentes nos territórios.


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Texto e fotos de Jesica Carvalho, Assessoria de Comunicação Cimi Regional Maranhão.

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