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De São Luís: O testemunho de dona Vitória

Conheça o afetuoso relacionamento que dona Vitorinha mantém com as Irmãs e colaboradores da Paulinas Livraria de São Luís, no estado do Maranhão



Vidas entrelaçadas por afetos, escutas, carinhos, partilhas, solidariedade, amor etc. Tantas qualidades que deixam a vida de qualquer pessoa em estado contemplativo de um ato puro do “admirar” – como ressalta Platão, a admiração é a primeira virtude do filósofo. E é justamente a partir dessa conjuntura de ações que este relato de experiência de vida começa a ser dedilhado.


No final de 1979 e início da década de 1980, entre a Praça Benedito Leite e a lateral da Catedral Metropolitana de São de Luís (MA), na Igreja Nossa Senhora da Vitória fazia-se presente um espaço cultural e de evangelização, ou melhor, uma livraria, uma logomarca diferente, um cenário bonito e chamativo, inúmeras pessoas adentrando… Tudo no centro da capital maranhense, com o objetivo de embelezar ainda mais a vida do povo. Que novidade era aquela?


A maranhense Maria Vitória Moraes Tavares Seabra, também conhecida como Vitorinha ou Dona Vitória, quis conhecer a nova livraria que chegava à cidade. A partir daquele dia, nascia um laço de afeto e de gratidão que perdura até hoje. Dona Vitória conta-nos como foi: “Ah, curiosa como eu sou e apaixonada por leituras e livros, não me contive e fui chegando e entrei. Que emoção! Que espaço acolhedor, inovador e aconchegante! Diferente de tudo o que já tinha presenciado. Um atendimento de puro primor! Uma promoção cultural e divulgando a Palavra de Deus na sua centralidade; tudo ofertado ao povo, tanto no espaço físico da livraria quanto nas expressões externadas pelas pessoas. Tudo era visível e eu sentia Deus presente, ali, naquele local e em todas as coisas”, recorda, contente.


Dona Vitória é feliz e grata pela presença de Paulinas Livraria no estado do Maranhão, sobretudo em sua vida, de maneira especial. “Agradeço tanto a presença de cada Irmã Paulina com quem tive a alegria de conviver e partilhar experiências, e levar o Pão da Vida e da Palavra a tanta gente, por meio da minha pessoa, mas cercada de conhecimentos pelas obras publicadas, com as quais a cada mês eu mesma me presenteava, ou as ganhava de presente, a maioria adquirida na Paulinas. Sou também muito grata aos colaboradores da Paulinas, que com muito carinho e atenção souberam me apresentar as diversas obras da editora, quando um livro estava sendo lançado, um CD, a Revista Família Cristã, e tantas outras publicações.


De tanto falar da Paulinas e fazer uso das obras nos encontros de formações, nos grupos da igreja que ia formando com outras lideranças, nos locais por onde eu passava levando a Eucaristia, visitando o povo nos hospitais, lá estava eu dando sinais das fontes e obras desta instituição, a qual sou grata e amo muito. Costumava falar para as pessoas e amigos que eu era “a garota propaganda da Paulinas”, e muitos sorriam e já ficavam aguardando uma bela mensagem. Pensa… eu era bonita naquela época! Hoje, nem tanto”, ressalta, sorrindo e com os olhos marejados, dona Vitorinha.


Em 2021, no dia 23 de junho, Dona Vitória celebrou 90 anos de vida. Oito dias após a celebração dos 106 anos de fundação da Paulinas no mundo. No Brasil, as duas celebraram Bodas de Álamo. “Conheço a Paulinas desde que chegou aqui, na terra de Gonçalves Dias – autor do poema “Canção do Exílio” – e do padre João Mohana. Não posso esquecer que trabalhei muito com o padre Mohana. Um grande ser humano, uma pessoa admirável que se preparava divinamente para celebrar a Santa Missa. Que alegria é ter vocês comigo!”, comenta dona Vitória, já muito emocionada.


D. Vitorinha fiel e assídua leitora.

“Nesta minha casa, onde moro há quase oitenta anos, muitas pessoas já passaram para conversar, desabafar, ouvir e escutar. Já vieram seminaristas, padres e bispos. O bispo emérito da Diocese de Pinheiro, Dom Ricardo Pedro Paglia, me dizia: ‘Vitória, a sua casa é tão acolhedora! Uma verdadeira igreja doméstica’”, comenta feliz. E, assim, vamos percebendo que outros amigos continuam a visitar o espaço acolhedor, localizado próximo à Praça da Alegria, centro.


Devido a alguns problemas de saúde, Dona Vitorinha já não vai à igreja como fazia antes com tanto amor e devoção. Segundo ela, é o que mais sente falta em sua vida. E deseja que os jovens e as demais pessoas busquem sempre a Deus. Que acreditem mais no Criador e no seu amor por todo filho e filha, nos ensinamentos de Cristo, e que busquem leituras de qualidade para o crescimento pessoal, profissional e espiritual. “A leitura e a oração transformam as pessoas para viver bem e melhor. A Paulinas Livraria e Editora oferecem obras valiosas. Eu consumo até hoje e vivo bem e feliz”, ressalta.


A leitura e a oração transformam as pessoas para viver bem e melhor

A Eucaristia sempre esteve presente em sua vida: “Eu preciso da Eucaristia. Preciso do Pão da Vida. Se eu não posso ir até à igreja assistir à missa, os ministros da Eucaristia vêm até a mim; trabalho que também já fiz com total amor e gratidão ao meu Bom Jesus Eucarístico! Com a graça de São José, de quem sou devota, do padre Pio, de São Francisco, de Maria Santíssima etc. São tantos santos e santas fazendo parte da minha vida! A irmã Quele Cristina, Irmã paulina, se solidarizou comigo e passou a me trazer a Eucaristia, sempre acompanhada da colaboradora paulina Maria José.


Hoje, a Maria José é também ministra da Eucaristia, o que me deixa feliz e grata. São tantas graças e alegrias em minha vida! São tantos momentos belos que tenho vivido na companhia de Paulinas e de todos os colaboradores e amigos! Fiquei em estado de contemplação no ano passado, véspera de Natal, quando a nova gerente da Paulinas, Irmã Janete Leal, e o padre Leonardo, da paróquia Santa Clara (zona rural de São Luís), vieram me visitar justamente no dia em que a minha bisneta celebrava conosco seus 15 anos. Diante de todos esses acontecimentos, afirmo com toda certeza: não sou eu, é Deus em tudo na minha vida, na sua e de todos, a qualquer momento e nos mais diversos lugares. É Deus! Que gratidão!”, finaliza Dona Maria Vitória ou, como todos a chamam, Dona Vitorinha.


Texto e fotos de Euzimar Jesus Rosa (Publicado em https://revistafamiliacrista.com.br e gentilmente cedido a nosso portal pelo autor)

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