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Bispos da Amazônia se reúnem durante 61ª Assembleia Geral e discutem sobre Encontro da Igreja Católica na Amazônia



Os bispos da Amazônia que participam da 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que se realiza de 10 a 19 de abril de 2024, se reuniram no dia 15 de abril. Entre os pontos abordados esteve o V Encontro da Igreja Católica na Amazônia, que será realizado em Manaus de 19 a 22 de agosto de 2024. O propósito é retomar a caminhada do Sínodo, tendo como base o Documento de Santarém de 2022, um documento comemorativo e propositivo, segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima, tentando ver como as decisões se concretizaram nas Igrejas locais.

 

O tema do encontro será “A Igreja que se fez carne, alarga sua tenda na Amazônia: memória e esperança”. Um encontro que pretende debruçar sobre a aplicação do Sínodo para a Amazônia nas Igrejas locais, verificar os avanços, perceber situações emergentes no âmbito social e eclesial e consolidar algumas iniciativas que podem ser assumidas enquanto Igrejas locais.

 

Mapeamento da Igreja na Amazônia

Para o encontro se pretende fazer um levantamento junto às Igrejas locais, não muito complexo, tendo como pano de fundo a sinodalidade na Igreja, sendo colocadas algumas questões a serem refletidas naquilo que faz referência às comunidades eclesiais: a formação dos discípulos missionários, defesa dos povos da Amazônia e cuidado da casa comum e a evangelização das juventudes. Se busca descobrir o que o Espírito tem a dizer à Igreja da Amazônia hoje, através de um levantamento feito nas Igrejas locais.


Dom Gilberto Pastana, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia e do Regional Nordeste 5 da CNBB.

O encontro quer partir da realidade das Igrejas locais e da conjuntura na Amazônia, querendo se apropriar de iniciativas eclesiais já em curso: Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), Programa Universitário Amazônico (PUAM), Rito Amazônico. A partir daí buscar indicações de operacionalização e acompanhamento, e junto com isso a presença na COP 30 em Belém e o Jubileu da Esperança 2025.

 

Diante do pedido de atualização da coletânea dos Documentos da Igreja da Amazônia, a secretária da Comissão para a Amazônia, Ir. Irene Lopes, apresentou essa possibilidade, assim como a publicação das intervenções dos participantes brasileiros na Assembleia Sinodal do Sínodo para a Amazônia.


Incidência no Governo Federal

O assessor jurídico e de incidência política da REPAM-Brasil, Dr. Mellillo Dinis, apresentou os resultados da visita a diferentes ministérios com a presidência da REPAM-Brasil e de outros bispos da Amazônia. 18 reuniões com o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República, organizações da sociedade civil e diversos ministérios, fruto das vozes dos povos da Amazônia. O governo propôs um caderno de respostas que está sendo elaborado e já tem dado alguns frutos. Estão sendo realizadas reuniões em diversos níveis para abordar questões relacionadas com os grandes projetos. Uma experiência de incidência no Governo Federal que quer ter continuidade.



Cop 30

Com relação à COP 30 está sendo um caminho prévio e está sendo pensado a participação da Igreja católica durante a COP 30, tentando construir um campo de atuação possível e viável. A COP 30 tem possibilidades e responsabilidades e existe um campo de atuação da Igreja brasileira, que quer articular as diversas iniciativas de Igreja, com seis diretrizes comuns e uma agenda de atividades até a celebração da COP. Os encontros preparatórios acontecerão por regiões, serão elaborados materiais de reflexão e celebrativos para poder chegar nas bases, buscando aumentar a incidência da Igreja na questão socioambiental. Nesse sentido está sendo pensado um evento simultâneo e muitas outras iniciativas durante a COP 30 em Belém.

 

Com informações de Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1.

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