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60ª AG: confira como foi o primeiro dia da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil


Dom Giambattista Diquattro, representante do Papa Francisco no Brasil, a 60ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. Foto: Luiz Lopes Júnior

Teve início na quarta-feira, 19 de abril, às 8h30, com uma fala de abertura do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, representante do Papa Francisco no Brasil, a 60ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil.


O núncio apostólico, dom Giambattista Diquattro, abriu a assembleia com uma saudação em nome do romano pontífice. “O Papa Francisco reza por este importante momento de encontro e unidade”, garantiu dom Giambattista, que convidou os bispos a consolidar, desenvolver e fortalecer a comunhão da Igreja para a qual o Espírito Santo os consagrou, e o caminho da sinodalidade.


A primeira sessão do dia, foi dedicada a apresentação do relatório de balanço de gestão 2019-2023, apresentada pelos membros da presidência da CNBB, cujo mandato se encerra nesta edição da assembleia.



No relatório constam as principais iniciativas da CNBB realizadas nos últimos quatro anos, especialmente no que se refere às ações promovidas no período da pandemia, como campanhas e projetos. Nele, também constam informações das atividades desenvolvidas pelas Comissões da entidade e, ainda, um balanço dos projetos apoiados pelo Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), da Campanha da Fraternidade.


Novos Bispos

Apresentação dos bispos nomeados no último ano. Foto: Luiz Lopes Jr

Ainda durante a primeira sessão da 60ª AG CNBB, foram apresentados os bispos nomeados no último ano para a Igreja no Brasil, entre eles, monsenhor Ivanildo Oliveira, clérigo da diocese de Imperatriz (MA) que assumirá a diocese de Cametá (PA).


Análise de Conjuntura Social

Já a segunda sessão do dia, foi dedicada à apresentação da análise de conjuntura social ao episcopado brasileiro, realizada pelo grupo responsável pelas análises da CNBB, que é coordenado por dom Francisco Lima Soares, bispo diocesano de Carolina (MA).

Dom Francisco Lima Soares, bispo diocesano de Carolina (MA), fez a apresentação da Análise de Conjuntura. Foto: Martha Bispo

Diante do contexto apresentado, dom Francisco apontou ser o sinal mais importante da Igreja o da “ação concreta, responsável e ética, que una a todos em torno de nosso futuro”. Para o grupo de análise de conjuntura, “a maior esperança é esperançar-nos todos os dias e em todas as circunstâncias. Sem medo, pois a esperança é a nossa coragem!”.



Análise de Conjuntura Eclesial

Na terceira e última sessão do dia foi feita a análise de conjuntura eclesial pelo grupo de análise de conjuntura eclesial da CNBB, coordenado pelo arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cézar Costa, com o tema “as ameaças à comunhão eclesial no atual contexto sociopolítico e pastoral”.

Apresentação da análise de conjuntura eclesial da CNBB.

A análise foi dividida em três partes – diagnóstico (cenário interno e externo); análise e prognóstico. A narrativa, entre outros pontos, apontou também as matrizes que estão na origem da polarização no Brasil, como o militarismo, o antiintelectualismo, o empreendedorismo, o libertarismo econômico, o anticomunismo e o combate à corrupção. “O encontro desse conservadorismo traz individualismo, punitivismo, valorização da ordem acima da lei; e as condições afetivas trazem humilhação diante de situações de desemprego, subemprego”. A análise eclesial salientou ainda que as redes sociais são determinantes e que a mídia digital facilita a comunicação rápida, mas que também cria bolhas.


Programação do segundo dia

No segundo dia da 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos o Brasil (CNBB), quinta-feira, 20 de abril, durante a quarta sessão, as atualizações feitas no regimento interno da entidade. Trata-se de um processo que vem sendo realizado, por uma comissão específica, desde a aprovação do Novo Estatuto da CNBB, promulgado em 8 de dezembro de 2022, e que determina que o regimento seja “revisto, adequando-se às novas normas estatutárias, no prazo de um ano a partir de sua entrada em vigor”.


Dessa forma, no período da manhã, os bispos vão apreciar e apontar acréscimos no texto em vista da aprovação da versão final do documento. Uma vez aprovado, na 60ª Assembleia Geral da CNBB, a presidência da entidade já promulga o novo regimento interno sem a necessidade de enviar o documento para validação da Santa Sé. Ainda durante a manhã, a Comisão Episcopal de Liturgia e a de Doutrina da Fé terão momentos para apresentar suas atividades e suas contribuições para a Igreja no Brasil.

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