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É tempo de “subir a régua”, de qualificar nossa espiritualidade

Dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz, traz uma reflexão sobre a importância de uma verdadeira espiritualidade na vida do cristão, confira abaixo:



É tempo de fortalecer nossa espiritualidade, de voltar ao deserto, à fonte da nossa espiritualidade que é o próprio Cristo.
É tempo de purificar nossa fé e deixar de lado tantos penduricalhos como correntes e cadeados, entre tantos outros.
É tempo de dar atenção ao que é essencial, e não cair na onda espiritualista/comercial, onde pessoas “criam/inventam” devoções, que vêm logo acompanhadas de objetos para serem vendidos e comprados.
É tempo de colocarmos fundamentos mais sólidos à nossa espiritualidade, inspirados no Senhor, que passou 40 dias no deserto em oração, jejum e penitência. E, assim, termos serenidade, coragem e força para viver o dia, enfrentar desafios e tentações, fazer o bem e cumprir a missão.
É tempo de qualificar nossa espiritualidade, de aprender com o mestre Jesus, que subiu a montanha e passou a noite inteira em oração (Lucas 6,12).
É tempo de prostrar-se diante de Deus como Salomão (2 Crônicas 6,13), como Elias (1Reis 18,42), como Santo Estevão (Atos 7,40), como Jesus (Lucas 22,41, Mateus 26,29).
É tempo de “subir a régua” de nossa espiritualidade. “Tu, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao Pai. E teu Pai, que vê o que está em segredo, te recompensará.”(Mateus 6,6).
Tenho a convicção de que o católico, o cristão, que não se prostra diante do Senhor, que não reza pelo menos uma hora por dia, não consegue permanecer de pé diante dos muitos desafios e possibilidades destes tempos duros, deste “novo normal” que estamos vivendo.
E lanço um desafio: começa a fazer a experiência de acordar mais cedo; sai da cama ou desçe da rede e te coloca de joelhos, te prostra diante do Senhor, e reza pelo menos uma hora por dia.
Para os padres, religiosos e religiosas a régua é mais alta, o desafio é de duas horas de oração pessoal por dia. E para mim que sou bispo é ainda mais.
Sim, é tempo de “subir a régua”, de purificar e qualificar nossa espiritualidade.
É tempo de voltar ao deserto.

Por Dom Vilsom Basso, scj
Bispo de Imperatriz
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